Assédio moral: esteja alerta aos sinais de desrespeito na relação profissional

Violência psicológica, constrangimento, humilhação e perseguição não promovem a produtividade, causam traumas e são passíveis de punição, podendo gerar a demissão do assediador

 

A humanização das relações de trabalho, seja entre patrão e seu funcionário ou entre o gestor e seus colaboradores, é – ou deveria ser – uma busca constante nas empresas. Pessoas que se tratam com respeito no ambiente profissional costumam produzir melhor e os resultados de uma equipe de colaboradores que trabalha em harmonia são comprovadamente melhores.

Infelizmente, o contrário disso – as relações abusivas – são bastante comuns no mundo corporativo. Mas, atenção: “comum” não é “normal”. Não é, sequer, aceitável.

“É uma violência psicológica, que começa devagar e de maneira sutil vai fazendo com que o assediado se sinta cada vez mais incapaz profissionalmente. A pessoa que passa por isso vai perdendo a autoestima e pode chegar a quadros de depressão”, explica a psicanalista Lelah Monteiro, que ministra palestras sobre assédios moral e sexual. “A pessoa começa a passar por situações em que, por melhor que ela faça seu trabalho, o chefe ou o assediador vai sempre ter um ‘senão’”, acrescenta a doutora.

O primeiro pensamento que pode ocorrer a quem se sente, de alguma forma, em situação de assédio moral no trabalho é se é mesmo abusiva a conduta do assediador ou se ela – a pessoa assediada – está ‘exagerando’. “O ato isolado de violência psicológica no trabalho não se confunde com o assédio moral, embora também possa ensejar a responsabilização civil, administrativa, trabalhista e criminal do agressor. O assédio moral pressupõe, conjuntamente, que seja habitual, direcionado à mesma pessoa ou mesmo grupo”, explica  Adriana Barreto,  coordenadora do jurídico cível e trabalhista do Roncato Advogados. “Em geral, a pessoa que passa por esse tipo de situação não se sente mais à vontade em permanecer na empresa, mas não sabe como agir”, acrescenta Adriana.

A denúncia de assédio é coisa muito séria. É importante que se tenha provas. “Um e-mail, uma conversa via WhatsApp ou ainda pessoas que tenham presenciado os fatos”, explica a advogada. “Nesse tipo de situação, as provas são imprescindíveis, caso contrário será a palavra do funcionário contra a palavra do acusado do assédio”, acrescenta. Também é importante lembrar que a falsa comunicação de assédio acaba em desligamento da empresa e problemas com a Justiça. É sempre bom ressaltar que passa por cada um dos colaboradores da empresa o incentivo às práticas de relações saudáveis e respeitosas no ambiente de trabalho. 

Caso algum colaborador esteja passando por algum tipo de assédio moral, a recomendação é que se procure a Área de Pessoas (AP), no ramal 0583, ou o canal de denúncias da Ouvidoria.

Denúncias identificadas: ramal 0432 ou ouvidoria@spturis.com .
Denúncias anônimas: ramal 0432 ou por meio do site spturis.com, no
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