Ó Do Borogodó

Mário Alexandre Mammana tem a música no sangue: a família de seu pai é de músicos, seu avô é maestro e sua mãe é professora de piano. Inevitável foi não entrar nesse meio. Aprendeu violão com sua prima aos oito anos e, depois, como autodidata, aprendeu a tocar cavaquinho.

Por volta dos 18 anos, começou a tocar chorinho e MPB em bares pela cidade, o que, na época, complementava o salário de estagiário de Direito. E, por algum tempo, pensou em seguir a carreira de músico, já que possui a carteira da Ordem dos Músicos.

Bar Ó do Borogodó. Foto: divulgação.
Bar ó do Borogodó. Foto: divulgação.

Seus pais sempre o incentivaram a nunca deixar a paixão pela música de lado, mas também queriam que Mário terminasse a faculdade de Direito e ele não se arrepende de fazê-lo. Uma música com a qual ele se identifica é “Meus 14 anos”, do Paulinho da Viola. “Às vezes dá vontade de largar tudo, mas estou feliz com o que construí, tenho uma ótima carreira como advogado e consigo conciliar a música com minha profissão”, comenta.

Mesmo em menor frequência, ainda toca em alguns bares da cidade, pois muitos de seus amigos também são músicos profissionais e o chamam para participações especiais. Já integrou inúmeras bandas – a mais recente, Inimigos do Batente, que faz apresentações principalmente no Bar Ó do Borogodó, na Vila Madalena, considerado um dos melhores bares com música ao vivo de São Paulo.

Entre as inúmeras músicas em seu repertório, sua preferida para tocar é “Quem te viu e quem te vê”, de Chico Buarque. Já compôs várias músicas gravadas nos álbuns de renomados artistas; entretanto, uma que guarda de forma especial e é cantada pela amiga de longa data Fabiana Cozza, “Luzes”.

foto jornalzinho
Mario Mammana. Foto: acervo pessoal.