Samba no bumbo e no coração

PrintSamba no pé, na cabeça e no coração: Jefferson Teixeira, assessor da DTE, é conhecido pelos carnavais em que já tocou. O ritmista domina 15 instrumentos, que fazem parte de uma bateria de escola de samba, como o surdo (bumbo), a caixa e o tamborim. Diretor da Acadêmicos do Tucuruvi, conta que, para tornar-se parte da bateria, é necessário começar na escolinha, que a própria escola de samba oferece, o que é fundamental para uma boa formação e, claro, para desfilar no Carnaval. A estrutura de uma bateria depende de seus diretores: o principal cuida de mais ou menos 280 ritmistas, divididos em 10 setores, sendo cada um deles coordenado por outro diretor, além do grande maestro – o mestre de bateria.

Com 35 anos de experiência, todos dedicados ao ritmo carnavalesco, Jefferson, em meio a tantas memórias, relembra a primeira vez em que desfilou como parte de um dos setores da bateria. Ele agora torna realidade o mesmo sonho para outras crianças, com projetos sociais, todos ligados à escola de samba da qual faz parte. “É possível formar pessoas através da música. O instrumento ajuda a superar dificuldades, por isso todo mundo deveria aprender um”, diz o ritmista. Um de seus projetos é o Samba da Família, que acontece aos sábados e tem como intuito reunir a família por meio da música.

Jefferson é músico documentado pela Ordem dos Músicos do Brasil (OMB). Ele teve a experiência de fazer um show de Carnaval em um cruzeiro que contornou a costa brasileira. “A música traz coisas que você não imagina que vai presenciar”, conta o músico, professor e sambista de coração, Jefferson Teixeira.

Jefferson Teixeira tocando um dos instrumentos de percussão.
Jefferson Teixeira tocando um dos instrumentos de percussão.